Descascas uma ao pequeno-almoço, metes outra na mala antes de ires correr, misturas uma banana num batido rápido. A banana está em todo o lado, e não é por acaso: transporta-se sem problemas, custa muito pouco e come-se sem talheres. Por trás da casca amarela esconde-se um verdadeiro cocktail de nutrientes. Mas é preciso saber o que ela traz mesmo — e o que não traz.

De onde vem esta fruta que se come em qualquer lado?

A bananeira é originária do Sudeste Asiático. O seu nome terá vindo de uma palavra africana e, na Índia, a banana simboliza há muito o fruto do paraíso. Ao longo dos séculos, esta fruta viajou, mudou de variedade e tornou-se uma das mais consumidas em todo o mundo.

Plano aproximado de uma banana cortada, com polpa cor de creme e pequenas sementes
Vitaminas B, um pouco de vitamina C, potássio e magnésio na mesma polpa

O que a banana realmente oferece

Ao comer uma banana, forneces ao corpo potássio, magnésio, um pouco de cálcio, ferro e cobre. O potássio contribui, em particular, para a contração muscular e para a regulação da tensão arterial. Acrescenta vitaminas do grupo B, uma pequena dose de vitamina C e fibras: o suficiente para aguentares até à refeição seguinte sem uma quebra de energia.

Mas atenção: não a transformes num remédio. Os dados atuais sugerem que nenhum alimento, isolado, substitui uma alimentação variada.

Banana descascada que mostra a polpa cor de creme, fonte de potássio e vitaminas
Uma polpa densa em minerais e vitaminas do grupo B

Como escolhê-la e conservá-la

Na prática, opta por bananas firmes, de casca amarelo-pálido, com poucas ou nenhumas manchas. Alguns pontos castanhos não significam que estejam perdidas: ficam mais doces e resultam muito bem em sobremesas. Para evitar que escureçam depois de cortadas, basta um fio de limão. E não as guardes no frigorífico: o frio escurece a casca e altera a textura. À temperatura ambiente, ao abrigo do sol, aguentam vários dias.

Banana cortada ao meio num prato pequeno, regada com sumo de limão, ao lado de meio limão
Firmes e de casca amarelo-pálido: as bananas a preferir na hora da compra

Três ideias para a incluir no teu dia

  • Em batido: uma banana, um iogurte natural, uma mão-cheia de flocos de aveia, um fio de mel. Bate tudo e está pronto.
  • Em gelado rápido: corta bananas maduras em rodelas, congela-as e tritura-as sozinhas. Obténs um gelado sem açúcar adicionado.
  • Como acompanhamento salgado: a banana-da-terra, mais firme, salteia-se como a batata-doce e acompanha bem um prato picante.
Rodelas de banana-da-terra douradas numa frigideira de ferro fundido
A banana-da-terra, mais firme, salteia-se como a batata-doce

Crua, batida ou salteada, a banana encontra o seu lugar a qualquer hora do dia.

Uma banana não é um corta-fome mágico nem um medicamento. É uma fruta, e isso já é muito: económica, prática, rica em fibras e em potássio. Se tiveres dúvidas sobre a tua alimentação, o teu peso ou um tratamento em curso, fala com um profissional de saúde.

Quanto custa

Conta com cerca de 0,20 € a 0,50 € por banana. Ao quilo, os preços situam-se entre 1,50 € e 2,50 € no convencional e, no biológico, sobretudo entre 2,50 € e 4 €. Variam consoante a origem (Antilhas, Equador, Costa do Marfim), a estação, o ponto de venda — supermercado, frutaria, mercado — e as exigências do produtor. Os lotes de cinco a sete frutos costumam ser os mais vantajosos, sobretudo se as deixares amadurecer ao teu ritmo.