À procura de um blusão de couro para dar mais sabor aos teus looks de inverno? Vamos a uma pequena amostra, sem pretensões de esgotar o assunto, das opções que tens à frente! Porque o blusão de couro, de preferência curto, volta a estar em destaque: desportivo, vintage, de gola direita ou redonda, com ou sem bolsos, chocolate ou preto… acompanha os ombros e desenha a cintura do outono até ao regresso do bom tempo, no mínimo!
O mercado em segunda mão também tem muito a ver com isso. Volta a pôr em circulação peças dos anos 1980 e 1990 cujos cortes inspiram diretamente as coleções do momento. Um clássico que passa de mão em mão mais do que vai para o lixo, e que vale a pena procurar numa versão bem acabada.

O perfecto, ou biker. É a referência. Assimétrico, com fechos e cinto, impõe imediatamente um ar rock. As versões atuais apostam em couro de borrego ou de vitela mais leve, que cai sem rigidez. Quanto ao estilo, depende dos gostos: botas texanas e tatuagens opcionais; calças justas e saltos altos vertiginosos muito recomendados… ou nem por isso, já que o perfecto Iro também combina muito bem com jeans e ténis!

O blusão direito de cintura marcada. Um ou dois botões, mangas a três quartos ou ligeiramente balão: o espírito retro funciona particularmente bem com calças de cintura alta. Já o vimos espreitar muitas vezes nas montras, mas geralmente feito de lã ou algodão; desta vez, surge em couro macio. O corte impecável de um blusão Todd Lynn, por exemplo, faz toda a diferença, e o mini blusão Guess, castanho glacé e com botões redondos, joga a mesma carta chique e tendência!

Os modelos de gola mao ou sem gola. Dois bolsos discretos, comprimento curto, linhas limpas: a peça integra-se em quase tudo, sem chamar a atenção. Sem adornos excessivos nem detalhes inúteis, é bem o espírito do blusão Oakwood, em couro castanho ligeiramente brilhante, que tanto se veste sobre uma saia como sobre uns jeans.

Nem todos os couros são iguais, e o vocabulário já exige atenção. Em princípio, a palavra «couro» designa uma pele animal curtida. As matérias vegetais ou sintéticas têm, por isso, outro nome — mesmo que toda a gente fale de «couro vegetal». Uma distinção que não é só uma questão de linguagem: determina o preço, os cuidados e a forma como a peça vai envelhecer.

Do lado animal, tudo depende da curtimenta, da espessura e do grão. Um couro plena flor evolui, ganha pátina, fica com a tua marca. Um couro corrigido e depois revestido mantém-se uniforme e, francamente, menos vivo. O plena flor custa mais caro, mas é muitas vezes o que se guarda dez anos.

Do lado vegetal, as alternativas multiplicam-se: uva, ananás, cato ou micélio. A durabilidade pode variar muito consoante as cadeias de produção, e nenhuma reproduz exatamente o comportamento de uma pele animal. O melhor é ler a composição na etiqueta em vez do nome comercial, porque por trás de uma designação bonita se esconde, por vezes, uma boa parte de poliuretano.

O blusão desportivo de cintura marcada, por seu lado, usa-se com tudo e assume a cor: moderno e cheio de estilo! Gostamos do blusão de couro acaju Chloé e do blusão de couro envelhecido castanho Promod, dois valores seguros para comprar sem gastar uma fortuna. E o blusão Bel Air, fechado pelos grandes botões redondos e pela cintura muito desenhada, veste os teus jeans, saias curtas e o resto do guarda-roupa num abrir e fechar de olhos.

Quanto às cores, o preto continua a ser o intemporal que fica sempre bem, mas os castanhos — chocolate, camel, cognac — ganham terreno. O vinho e o verde profundo completam a paleta. Para o layering, uma gola alta fina ou uma sweatshirt com capuz por baixo chegam para uma boa parte do outono.

Se procuras em segunda mão, sabe que algumas peças são vendidas mal foram usadas. Antes de comprar, verifica o estado dos fechos, dos forros e das costuras das cavas. E não hesites em mandar arranjar uma manga ou uma bainha a uma costureira: um blusão bem ajustado muda completamente o visual.

Um blusão de couro vive: suaviza-se ao longo das estações, ganha pátina, torna-se aos poucos uma peça bem tua — um pouco como uns jeans que encontraram a sua forma. É provavelmente isso que explica a sua longevidade. E se só guardares um no teu guarda-roupa cápsula, que seja este!

Um «couro vegetal» não é necessariamente mais natural do que parece: muitas peças vendidas com esta designação contêm uma grande parte de poliuretano, uma matéria sintética. Uma olhadela à etiqueta de composição e ficas a saber com o que estás a lidar.
Orçamento
Quanto ao orçamento, conta com cerca de 120 a 250 € por um blusão de couro — ou por uma alternativa vegetal — de pronto-a-vestir, e entre 400 e 900 € por um couro plena flor de borrego ou de vitela bem curtido. Em segunda mão, encontram-se peças vintage bonitas entre 40 e 150 €, consoante a marca e o estado. O que faz variar a fatura? A curtimenta, a espessura da pele e o acabamento dos fechos e do forro: mais vale um blusão bem cortado e bem acabado do que um modelo muito barato que vai ficar marcado ao primeiro uso.






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