Porque é que o mesmo nome volta sempre que se fala de cabelo danificado? Nos salões parisienses, a Leonor Greyl circula há muito tempo — e não só porque os frascos ficam bonitos numa prateleira. A marca foi criada em 1968 por Jean-Marie Greyl e construiu a reputação na galénica — a ciência da formulação — e numa abordagem botânica, muito antes de o «natural» se tornar argumento de marketing. Hoje é a filha, Caroline Greyl, quem está à frente da marca.
O resultado concreto: texturas trabalhadas, muito pouca quantidade em cada aplicação e um gesto que é preciso aprender. Aqui fica o essencial.
Pequena nota de transparência, como sempre: não testei estes produtos durante vários meses. Vi-os sobretudo a circular no salão, nas mãos de cabeleireiras que os conhecem de cor.
Três fórmulas sólidas
Huile de Palme. Textura oleosa, para aplicar como máscara antes do champô, em cabelo seco, das raízes às pontas. Deixas agir cerca de vinte minutos e depois lavas. Destina-se a cabelo muito seco, quebradiço ou sensibilizado por coloração, mechas ou permanente. Muitas pessoas usam-na também antes de um mergulho no mar, porque o óleo limita o contacto da água salgada com a fibra — daí a fama de «waterproof» entre quem passa férias na praia.
Uma ressalva honesta: o óleo de palma é um ingrediente que levanta questões, por causa da desflorestação associada a algumas cadeias de produção. Se este ponto conta para ti, consulta a composição atualizada no site da marca ou pergunta numa perfumaria — a origem exata nem sempre vem detalhada no rótulo.
Shampooing Crème Moelle de Bambou. Uma lavagem suave: pouca espuma, textura cremosa e perfume floral. A fórmula combina extratos de medula de bambu e proteínas e dá-se bem com quase todos os tipos de cabelo. O gesto: uma pequena porção emulsionada entre as palmas, uma massagem ao couro cabeludo e depois enxaguar. Se tiveres cabelo muito fino, podes usá-lo apenas em lavagens alternadas.
Sérum de Soie Sublimateur. Textura fluida, uma pequena quantidade nas pontas e o cabelo disciplina-se, alisa-se e ganha brilho. O gesto que faz a diferença: aplica-o em cabelo escorrido, não encharcado, antes de arranjar. É leve, por isso dá-se bem com cabelo fino que teme o efeito gorduroso.
Estás a começar com a marca? Começa por um champô e por um óleo, não por tudo ao mesmo tempo. Um produto de cada vez: percebes o que está a funcionar; se acumulares três, nunca saberás qual deles manter.

O ritual, pela ordem certa
Antes do duche, o óleo em máscara sobre cabelo seco. Durante, o champô creme. Depois, em cabelo escorrido, o sérum. Uma vez por semana, uma máscara mais rica nas pontas — jasmim, orquídea, conforme o que precisares. É esta combinação simples que funciona, não a coleção completa.

Preços
A Leonor Greyl situa-se no topo da gama dos produtos capilares franceses. Em Portugal, os valores variam consoante o ponto de venda; estes são ordens de grandeza:
- Champôs: entre 30 € e 45 € por 200 ml.
- Huile de Palme: cerca de 40 € a 60 €, conforme o formato.
- Sérum de Soie Sublimateur: geralmente entre 30 € e 40 €.
- Máscaras: muitas vezes entre 40 € e 60 € o pote.
O que faz variar o preço: o formato, o ponto de venda, a cidade e eventuais promoções. Encontras estes produtos em salões parceiros, perfumarias ou na loja online oficial — compara, porque as diferenças são reais. O meu conselho: compra primeiro o formato pequeno para testar a textura no teu cabelo; se o resultado te agradar, investe então no frasco grande.





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