
Um corte leva meses a mudar. Uma franja, essa, resolve-se em poucos minutos — e é, no entanto, o que mais se nota. Vale a pena saberes isto antes de te sentares na cadeira. Uma franja é um compromisso, convenhamos — mas também é o que redesenha o olhar em duas tesouradas.

Porque a linha da testa muda tudo
Deslocar a testa é deslocar a leitura que fazemos de um rosto. Uma franja densa e bem direita encurta a face e arredonda-a visualmente. Ao contrário, uma franja aberta ao meio ou varrida para o lado alonga e afina a silhueta do rosto. A tendência, essa, nunca esteve realmente ausente dos salões: o que conta é a textura do cabelo, que decide por si só a queda final. E uma mecha emoldurante desempenha o mesmo papel, em versão mais discreta.

Que franja para que formato de rosto?
Um rosto redondo respira melhor com uma franja cortina afinada, mais baixa do que a sobrancelha e aberta por cima das maçãs do rosto. Um rosto comprido aguenta sem problemas uma franja direita e generosa, ou uma microfranja curta que quebra a verticalidade. Num rosto quadrado, é preferível uma franja leve acompanhada de mechas emoldurantes do que uma linha nítida e horizontal.

A natureza do cabelo pesa tanto como a morfologia. Em cabelo fino, uma franja leve aguenta melhor do que uma franja espessa. Em cabelo encaracolado ou texturizado, desce-se para baixo da sobrancelha: mais curta, encolhe. E se hesitas entre franja e mecha? Uma franja pode perfeitamente dividir-se em duas mechas — cabe-te a ti colocar a risca onde te der mais jeito.


O gesto que muda tudo
Seca a franja primeiro, quando ainda está húmida, com uma escova redonda e um fluxo de ar de cima para baixo. É este gesto que determina se ela vai cair bem ou não. Nunca a cortes tu em cabelo molhado: ela sobe ao secar e a diferença nota-se logo. Em cabelo encaracolado, aplica um gel leve, deixa secar sem mexer e depois quebra o efeito do gel.
Para disciplinar uma franja sem a fixar, um pó texturizante ou uma laca flexível fazem muito bem o trabalho. Não testei nenhuma laca com certificação biológica, por isso dou-te antes os meus critérios em vez de uma opinião: olha primeiro para a composição, apoiando-te num referencial como o COSMOS ORGANIC, coassinado pela Cosmébio em França, que enquadra a proporção de ingredientes naturais e de origem biológica; pensa depois no fim de vida, um frasco de vidro ou um recarregável continuam a ser preferíveis a um aerossol. O compromisso, com toda a honestidade: uma laca certificada aguenta muitas vezes menos tempo do que uma laca de salão clássica. Vê o que se adapta melhor a ti.



Preços
Para um corte com franja, conta com cerca de 25 a 60 € num salão de bairro ou numa cadeia. Numa grande cidade ou com um visagista, a conta dispara depressa. Só a franja costuma ser cobrada entre 5 e 20 €, e às vezes é oferecida entre dois cortes — pergunta no momento de marcar. Numa escola de cabeleireiro, o corte pode ficar à volta de 10 a 20 €. Quanto a produtos de acabamento, uma laca, um pó ou um sérum situam-se entre 8 e 25 €, mais baratos no hipermercado, mais caros em perfumaria ou online, em marcas profissionais. O que faz variar o preço: a cidade, o estatuto do salão, a espessura do cabelo e a técnica pedida.
Fontes
- Cosmébio — referencial francês de cosmética biológica (cosmebio.org)
- Ecocert — standard COSMOS Organic (ecocert.com)
- APA — Agência Portuguesa do Ambiente, consumo e fim de vida dos produtos (apambiente.pt)





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