Cabelo sem volume? O corte faz mais do que o produto
Temos o cabelo liso ou fino, ondulado ou espesso e, ainda assim, ao acordar, a conclusão é quase sempre a mesma: cai. O corte já tem meses, a última coloração deixou os comprimentos cansados e aquela juba de que gostávamos tanto começa a parecer uma cortina de tule. Pode até nunca ter tido volume — há cabelos assim, planos por natureza, e é preciso saber lidar com isso. A boa notícia é que dá para lhes dar um bom empurrão de energia. Só que o que funciona numa cabeleira não funciona necessariamente na tua. Vai escolhendo o que se segue de acordo com a tua natureza de cabelo — e, se tens um truque ou um produto que funciona mesmo, a casa é tua: partilha!

Primeiro, uma ida ao cabeleireiro
Se há muito tempo que não passas pelas tesouras de um profissional, começa por aí. Um volume bonito constrói-se primeiro com um corte fresco e uma forma adequada — não com um produto milagroso aplicado em pontas que puxam a nuca.

De uma forma geral, recomenda-se um corte em camadas: comprido ou curto, liso ou encaracolado, evita que os comprimentos sobrecarreguem o conjunto e devolve relevo à cabeleira. Se o teu cabelo é fino e pouco denso, mais vale um corte curto ou médio. Se tens cabelo espesso, tanto o comprido como o curto podem resultar — mas tem em conta que, mantendo comprimento, conseguir volume duradouro na raiz torna-se mais difícil, porque o peso do cabelo acaba naturalmente por o achatar.
Volume na raiz: pensar antes de avançar
Na Internet e nos salões fala-se, por vezes, do tal tratamento de volume na raiz, um processo que se aproxima da permanente para criar corpo junto à raiz. Cuidado com as soluções apresentadas como universais: não servem para todas as cabeleiras.
O princípio vai buscar algo à permanente, com uma nuance — o tratamento é mais ligeiro e usam-se rolos grossos, o que cria volume sem encaracolar o cabelo como uma permanente clássica. Continua a ser um procedimento agressivo: seca e sensibiliza o fio, por isso pensa duas vezes se o teu cabelo já está danificado, pintado, seco ou simplesmente muito fino. E a duração não é igual para todas: aqui agarra muito bem, ali não agarra nada. Pede a opinião ao teu cabeleireiro, que avaliará segundo o estado e a natureza do teu cabelo.
Mousses, sprays e champôs: o que esperar
Se não te apetece química agressiva, há sempre as mousses e os champôs voluminizadores. Já ouvimos de tudo sobre eles e há muitas pessoas a jurar que não funcionam. Para muita gente, é verdade — o cabelo reage de forma muito diferente aos produtos de styling, conforme a sua natureza. Só há uma forma de saber: ir testando marcas até encontrar a certa para ti.
As marcas especializadas em cabelo costumam ter boa reputação — pense-se nas gamas de fitocuidados, de laboratórios capilares ou em marcas de styling reconhecidas. São caras, é certo, mas em geral de qualidade. E o gesto conta tanto como o produto: aplica a mousse no cabelo húmido e, se não te importares com o secador, seca com a cabeça para baixo em vez de deixar secar ao ar. A diferença está longe de ser irrelevante.
O gesto que muda tudo, na hora de secar: braços no ar, cabeça inclinada, trabalha-se a raiz antes de endireitar. É simples, não custa nada e é muitas vezes aí que se ganha o volume.
Escova redonda, rolos e armadilhas a evitar
Esquece os alisadores, que achatam literalmente o cabelo — não é o momento. Se gostas de fazer brushing, investe numa escova redonda grande: assim secas as raízes puxando a madeixa para cima (puxa, mas sem exagerar!) ou enrolando a madeixa bem junto à raiz, para um efeito de volume. Na prática, esta pequena ginástica na hora de secar vale por todos os sprays do mundo.
E porque não experimentar rolos? Escolhe os autoaderentes, muito mais práticos de colocar, e, se o tempo for pouco, fica-te pelas madeixas do topo da cabeça, aplicadas em cabelo húmido. Seca com o secador, desenrola com cuidado e fixa com laca. Uma ideia muito simples para um pouco de relevo, mesmo nos dias mais apressados.
Tratar sem pesar, e a levedura de cerveja
Só porque o teu cabelo está sem vida não quer dizer que não precise de mimos. A questão é escolher cuidados que não pesem e aplicar máscaras e amaciadores apenas nos comprimentos e nas pontas — não na raiz, a não ser que o cuidado seja especificamente formulado para ela.
No prato e nos suplementos, existem produtos tradicionalmente associados à beleza e à densidade do cabelo, em particular a levedura de cerveja. O outono é muitas vezes a estação em que se pensa nisso, quando a cabeleira parece mais cansada e a queda assusta mais. Mas não tomes nada por impulso: se o assunto te preocupa a sério, fala com um profissional de saúde, que saberá orientar-te.
Quanto custa
Um corte em salão situa-se, na maioria dos casos, entre 30 e 60 €, mais em cidades grandes ou em cabeleireiros de renome. Por um champô ou uma mousse voluminizadora, conta com 15 a 40 € — a quantidade faz toda a diferença, por isso compara sempre o preço por litro antes de decidir. O tratamento de volume na raiz, quando o salão o oferece, ronda normalmente entre 40 e 90 €, conforme o comprimento e a técnica. Na parte dos utensílios, uma escova redonda grande anda entre 10 e 30 €, e um conjunto de rolos autoaderentes entre 5 e 15 €. Estes intervalos variam muito com a cidade, a gama e as promoções do momento: pede sempre o preço antes de te sentares na cadeira, porque é o tipo de serviço em que a conta sobe depressa com o comprimento.

Já percebeste: o volume não é uma questão de produto único, mas de corte fresco, gesto de secagem e cuidado leve. Sejamos francos, é preciso algum método — mas, quando resulta, que diferença faz! E se tens um truque caseiro que te salva, vale bem todos os corredores de uma parafarmácia.





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