Este inverno, o cinto pode usar-se alto, logo abaixo do peito, para estruturar um vestido e criar uma cintura império. Aposta então, à escolha, num cinto largo, que dá um ar ligeiramente retro, ou num cinto muito fino, para um estilo romântico. Gostamos da ideia de um cinto fino e trabalhado, como estas cordas entrelaçadas num emaranhado de nós que fazem todo o charme da peça. Um modelo que se nota, sem nunca gritar.

Cinto fino de couro sobre calças fluidas de cintura alta, num mercado

E se o cinto de couro faz o seu efeito, o tecido não fica atrás: uma faixa de seda bordada com pequenas pérolas e pedras coloridas destaca-se lindamente sobre um fundo escuro e acrescenta um toque elegante a qualquer vestido, ou mesmo a uma camisola ou a um top. Um detalhe precioso que basta para transformar uma composição simples.

Três cintos pendurados nas costas de uma cadeira, num quarto claro

Quanto ao couro trabalhado, rendemo-nos ao cinto todo recortado, com um trabalho bonito, que junta motivos florais vazados e uma fivela larga — a peça perfeita para valorizar a cintura de umas calças de ganga. Um modelo que assume o seu carácter e que se usa sem pensar duas vezes.

Um cinto fino de couro preto.

As tachas estão em alta, e aqui gostamos do cinto de couro com aspeto envelhecido, cravejado de pequenas moedas com ar vintage. Um modelo com personalidade, a preço baixo, mas nem por isso menos moda!

Blazer oversize antracite cingido na cintura por um cinto largo preto

O padrão animal continua a ser um dos êxitos da estação: aqui, dá glamour a um cinto volumoso para usar alto na cintura. Uma escolha forte, que merece ser a única peça marcante do look.

Vestido fluido bordô cingido na cintura por um cinto fino preto, na rua

O cinto de inspiração japonesa, à maneira de um quimono, usa-se em cetim preto, com uma dupla volta para atar à frente e um efeito glamoroso q.b., para brincar com a moda. Adoramos o gesto do laço, mais flexível de usar do que uma fivela clássica.

Detalhe dos plissados de um vestido drapeado cingido por um cinto fino de couro

E o brilho das lantejoulas faz-se notar: em cinto largo bordado com lantejoulas multicoloridas, é perfeito para iluminar um vestido de noite. Uma peça para reservar a ocasiões — não é coisa para uma segunda-feira de manhã.

Um cinto abaulado de couro cor de conhaque, com fivela retangular.

Cinto gráfico ainda, cujas tiras finas de couro com tachas se aliam num motivo geométrico de grande efeito sobre um fundo claro. O tipo de detalhe que se nota ao longe, usado sobre uma peça lisa.

Vestido direito de malha cingido sob o peito por um cinto muito fino

Cinto bijou também, com estas filas de pérolas reunidas num camafeu sobre fundo de estrela: gostamos do seu ar chique e ligeiramente menina, para usar com ganga escura e saltos altos. Um contraste que funciona sempre.

Cinto usado baixo, nas ancas, com calças de ganga de cintura baixa, visto de costas

E o cinto largo elástico com fivela bijou faz maravilhas: serve para cingir uma túnica ou um vestido amplo, mas também pode usar-se sobre calças de ganga. Para cada tipo de corpo há um modelo: se o cinto alto marca a cintura império num vestido fluido, as cinturas mais definidas ficam melhor com um modelo usado ao nível das ancas.

Cinto de couro enrolado numa gaveta de madeira, entre camisolas dobradas

Cadeia e tecido para este exemplar que, mais uma vez, é mais decorativo do que funcional: gostamos do pompom em imitação de couro e do lado bijou da correntinha. Um acessório para usar pelo prazer, não para segurar as calças!

Cinto sintético cujo revestimento racha na dobra

Um ponto a favor do cinto largo elástico castanho-claro com tachas douradas, simples e a preço baixo: nem por isso é menos moda. O tipo de peça que usas todo o inverno sem pensar nisso.

Cintos de couro de várias larguras pendurados num expositor de loja

Quanto ao material, precisamente: um cinto de couro de flor inteira, idealmente curtido a vegetal, pode durar anos e ganhar patina. O couro corrigido é lixado e depois revestido: fica mais uniforme, mas dura menos. Quanto ao «simili», é um têxtil revestido de poliuretano, que muitas vezes se descola nas dobras.

Um cinto de couro de flor inteira, com curtimenta vegetal.

Existem alternativas ao couro animal, mas continuam minoritárias: cortiça aglomerada, tela revestida, matérias obtidas a partir de resíduos de uva ou de cato. Desconfia das alegações: sem selo nem composição precisa, «natural» não quer dizer nada de sólido.

Mão a alimentar um cinto de couro com um pano e um bálsamo incolor

Um cinto fino, de elos dourados, também funciona como peça de destaque sem passar pelas joias. Para um look total, combina o material do cinto com o da mala ou dos sapatos: basta serem da mesma família, não é preciso serem iguais.

Um cinto com fivela em latão maciço.

As tachas e o padrão animal continuam a circular. É uma escolha forte: mais vale uma única peça marcante por look do que uma acumulação de texturas — e o erro clássico continua a ser juntar duas ou três na mesma silhueta.

Cinto largo com padrão leopardo e fivela dourada usado sobre um vestido preto

Cabeças de leão douradas num elo elástico rosa-pó: o cinto bijou com um ar chique. Um modelo para usar alto sobre um vestido liso, mais delicado noutros contextos.

Vestido de malha cingido por um cinto largo cor de conhaque com fivela retangular

Cinto com ar country que junta uma larga cinta de couro e uma pedra de fantasia emoldurada por uma joia prateada: um belo exemplar para valorizar qualquer ganga!

E neste cinto de inspiração western, em couro castanho-claro bordado com motivos florais, apreciamos justamente o motivo discreto que percorre a cinta.

E terminamos com a cor do inverno, o vermelho, para este modelo em couro discretamente cravejado de tachas. Gostamos da cinta larga que se afina junto à fivela e valoriza a cintura e as ancas.

Cinto em matéria vegetal obtida a partir de resíduos de uva, pousado sobre uma pedra

Cada estação tem os seus acessórios e, se as malas, os lenços e os gorros são os clássicos do momento, o inverno aposta sobretudo no cinto. Está em todo o lado e usa-se de todas as maneiras, da blusa ao vestido, passando pela camisola, pelo casaco ou, mais classicamente, pelas calças de ganga; usamos e abusamos do cinto, que serve até como puro elemento decorativo. E, como que para o provar, esta vaga de cintos bijou não nos passa despercebida: pedrarias, pérolas, camafeus, couro recortado, tachas… acumulam-se em cintos pesados e em finos laços de couro cheios de delicadeza.

Colete de lã comprido cingido à cintura, visto de três quartos, de costas
Cinto de couro de flor inteira com curtimenta vegetal e fivela em latão, pousado ao lado

Orçamento

Quanto ao orçamento, conta com cerca de 15 a 30 € por um cinto sintético ou de tecido para o dia a dia, 30 a 60 € por um couro correto de gama média e mais de 80 € por um cinto de couro de flor inteira, curtido a vegetal, que pode durar anos. Os preços variam conforme a matéria-prima — o couro de flor inteira é mais caro de produzir —, o acabamento da fivela e a origem de fabrico; uma peça comprada numa loja de segunda mão pode, aliás, superar uma novidade da estação.